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Arquivo: Abril 2009

ENSAIO SOBRE O FIM DO AMOR

radyrgoncalvesaraujo 04/04/2009 @ 03:12


 
       Para Vânia
 
Lá eu
Num brêu Chinês
Acorrentado
 
Das brechas da arapuca
Eu não vejo o sol
Não vejo nenhum um brilho além
E eu preso
Nas trevas que não criei
 
Branca, eu sou a flor sensível
Que chamam de amor
Branca, eu sou a relva da nascença
Sou a cura das doenças
Eu sou uma alma vestida de paz...
 
Tinha uma armadilha no caminho
Um inimigo fez isso
Lançou semente errante
Crucificou-me
 
Branca, eu morri embalado de tristeza
Branca, sepultaram-me no jazigo da incerteza
Branca, nem morto eu descanso...
 
O amor deu as costas
Deu três passos a frente
Olhou pra trás
E numa mira certeira
Cravou-me um punhal no peito
 

 

Morri ali mesmo.
 
 
Radyr Gonçalves
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