AUSÊNCIA

Quero teu corpo, tua pele, tua alma
Quero teu beijo, teu afago, teu calor, teu travesseiro...
Sei que nada disso terei, por isso partirei...
Partirei exausto de trilhar o amor não amado...
De vaguear pelas noites procurando teus braços...
Quando a dor me açoitar na madrugada fria
Vou sentir sua voz me dizendo: TE AMO!
Vou lembrar das tuas sandices, das tuas loucuras de lua...
E vou me ater no teu seio quente e me aquecer no teu corpo...
Me esconderei em ti, e em ti somente provarei o amor na distancia...
Saibas, pois, que te possuo a noite quando a lua vem...
Saibas, pois, que o meu canto de lamento é teu também...
Saibas, pois, que és o fruto da minha vida...
E quando a madrugada me chamar ouvirei você me chamar...
Nunca mais eu serei o mesmo
Nunca mais eu passarei nesta estação
Nunca mais cantarei o amor
Pois, flor minha, me deixastes...
E eu já morro de qualquer coisa entre o amor e os teus braços (...)
Morro de qualquer coisa que chamam de AUSÊNCIA.
Radyr Gonçalves
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Quando corremos rumo a distancia
Quando sinto saudade de ti olho para o céu